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Presidente da FMS em Teresina diz que ‘Não temos mais como aumentar leitos de UTI’

Ocupação dos leitos de UTI em Teresina chega a 91% e autoridades se preparam para restringir mais a circulação de pessoas

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Gilberto Albuquerque, presidente da FMS em Teresina disse que a Prefeitura de Teresina não tem como aumentar o número de leitos de UTI disponíveis para tratamento de pacientes com Covid-19 na capital. Segundo o médico, não há no mercado equipamentos e medicamentos disponíveis para criar novos leitos de tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. Hoje, 229 pacientes estão internados em leitos de UTI em Teresina.

Segundo Gilberto, a região Norte do Piauí ocupa 65% dos leitos de UTI, “o problema pior está no norte do estado”, disse o presidente da FMS. Segundo o presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina a atual situação de lotação dos leitos de UTI para tratamento de Covid-19 é grave. A prefeitura e o governo do estado podem publicar, ainda nesta segunda (22), novos decretos que devem restringir atividades e evitar ainda mais a circulação de pessoas. O objetivo com o novo decreto é reduzr a disseminação do coronavírus.

“Você tem duas alternativas, se a doença está aumentando, ou você aumenta o número de leitos de UTI ou você restringe a população. Como nós aumentamos leitos de UTI no que era possível, então agora não tem mais como aumentar leito de UTI porque não existe medicamente à venda no mercado. Não adianta abrir leito de UTI se não tem remédio para tratar o paciente”.

Gilberto albuquerque, presidente da fms

COE recomendou novas medidas restritivas à Prefeitura de Teresina

De acordo com o presidente da FMS, a fundação forneceu informações ao Centro de Operações Emergenciais (COE) sobre a situação da pandemia em Teresina que foram analisadas pelo corpo técnico do COE e novas medidas restritivas serão impostas na capital. “Deverá sair um decreto ainda hoje, vamos ter medida restritita? Vamos! Não gostariramos que tivesse nenhuma medida restritiva, inclusive fomos contra inicialmente a lockdown, não terá lockdown, mas com certeza há necessida de medidas restritivas”, disse Gilberto Albuquerque.

Segundo ele, casa de shows, restaurentes e bases, sofrerão mais restrições. Supermercados, fármacias e a área produtiva continuariam funcionando normal. Segundo o presidente da FMS, não teriam restrições sobre a área de transporte. Ainda, de acordo com informações de Gilberto Albuquerque, serão analisadas atividades que geram grande circulação de pessoas e deixou a entender que o funcionamento de escolas pode ser impactado com as novas medidas. “A gente avaliou aqueles que tem maiores risco de transmissão. Escola seria uma oportunidade de se deixar aberta, porque sabemos que criança e gestante não tem problema com Covid, porém ao redor delas existe uma movimentação muito grande de pessoas. Então o problema é só esse, aquela atividade que gera movimentação. É risco”, concluiu o secretário em entrevista à TV Clube nesta segunda-feira(22).

Presidente da FMS descarta abertura de novos leitos de UTI e sinaliza para aumento de restrições

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