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Política

Enfermeiros protestam em frente à PMT e decidem paralisar atividades em Teresina

Dr. Pessoa é vaiado pelos manifestantes na porta do Palácio da Cidade

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Em meio à pandemia de Covid-19 os enfermeiros que atuam na rede municipal de saúde de Teresina protestaram em frente à Prefeitura de Teresina e decidiram pela paralização das atividades por três dias. O Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí (Senatepi), que representa a categoria, decidiu por uma paralização de advertência, mas a greve ainda não está descartada pelo sindicato.

De acordo com o Senatepi, houve uma redução de quase 50% nos salários e isso prejudicou a categoria. Com os cortes salariais, afirma o sindicato, um profissional do setor Covid recebe por volta de R$ 100,00 por plantão. O adicional de insalubridade, que era de 20% para estar nesse setor, também foi cortado.

Prefeito de Teresina comparece ao protesto e é vaiado por enfermeiros

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, compareceu ao protesto e após sua fala, quando disse que a Prefeitura não deve nada à categoria, foi vaiado pelos manifestantes.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), órgão onde os servidores são vinculados, afirma que a redução dos valores ocorreu, mas justifica que é devido ao corte de recursos vindos do Ministério da Saúde para despesas Covid-19 ainda em dezembro de 2020. Segundo o a Prefeitura de Teresina era o ministério que arcava com todas as despesas Covid, incluindo o adicional que a FMS pagava aos profissionais que representava 40% de insalubridade. Gilberto Albuquerque, que preside a Fundação, disse que a Prefeitura ficou sem recursos para pagar os valores.

“Isso foi até 31 de dezembro e ficamos sem recursos para pagar. Durante o mês de janeiro, em uma conversa que a gente teve com o sindicato e o prefeito, foi assegurado que a gente continuaria pagando até janeiro”.

Gilberto albuquer, justificando a redução do salário dos profissionais da fms

Para o gestor da FMS não houve redução de salários

De acordo com Gilberto Albuquerque, sem recursos não houve como continuar os pagamentos extras, mas o salário “todo mundo deve ter recebido, disse.

O impasse entre a Prefeitura de Teresina e o Senatepi acontece no momento mais delicado da pandemia da covid-19 em Teresina, com aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTI e da média móvel de novos casos da doença na capital.

O sindicato protestou diante do Palácio da Cidade.

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