10/01/2018 - 15:42

Justiça revoga prisão dos oito acusados de matar cabo do Bope

O crime aconteceu em dezembro de 2016

Autor: Manoel José

O juiz Antônio Nolêto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou os oito envolvidos no assassinato do cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Claudemir Sousa. O crime aconteceu em dezembro de 2016.

Com a pronúncia por parte do juiz, os acusados de terem participação na morte do cabo serão julgados pelo Júri Popular. O juiz ainda decidiu pela revogação das prisões preventivas.

Os acusados são Maria Ocionira, então namorada do policial e pivô da morte de Claudemir, além de Leonardo Ferreira, amante de Maria Ocionira, acusado de ter encomendado o crime; Igor Andrade, Weslley Marlon, José Roberto Leal, Francisco Luan de Sena, Flávio Willame e Thaís Monait.

De acordo com a sentença, Maria Ocionira e Thaís Monait foram denunciadas pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa. Leonardo, Francisco e José Roberto foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Weslley e Flávio foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e porte ilegal de arma de fogo. Igor foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa, roubo majorado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e porte ilegal de arma de fogo.

Ainda na sentença, o juiz Antônio Nolêto revogou as prisões preventivas dos acusados por considerar que as prisões já perduraram por mais de um ano. Segundo ele, nesse período, os denunciados responderam regularmente ao feito e participaram de todos os atos processuais aos quais foram intimados.

"Assim, a instrução processual pôde ser concluída em um tempo razoável, considerando a complexidade do caso e pluralidade de agentes. Deve-se reconhecer que não mais persistem os motivos que autorizaram a manutenção das suas custódias", diz trecho da decisão.

Como medida cautelar, Antônio Nolêto determinou que os acusados não se ausentem temporariamente ou definitivamente do município de sua residência, sem a devida autorização judicial, além de terem que comparecer a todos os atos do processo aos quais forem intimados, comparecendo mensalmente perante o juiz para informar e justificar todas as atividades. Eles devem se recolher no período da noite e nos de folga não poderão se envolver em delitos.

O crime

O policial foi executado com cinco tiros no dia 6 de dezembro de 2016, quando saía de uma academia no bairro Saci, na zona Sul. Na manhã do dia seguinte, cinco suspeitos já haviam sido presos, dentre eles Leonardo Ferreira Lima, suposto mandante. No apartamento dele a polícia apreendeu documentos que levaram o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) a suspeitar de fraude em aposentadorias junto ao INSS.