30/11/2017 - 14:51

Grupo de assaltantes age todos os dias fazendo vítimas no Centro

Ambulante diz já ter visto a ação dos "lanceiros"

Autor: Claryanna Alves

Socorro Moura trabalha no Centro de Teresina há 12 anos em um quiosque no Centro de Teresina vendendo água de coco. Ela diz que desde que começou a trabalhar no local convive e presencia a ação de grupos de pessoas que ela chama de “lanceiros”, que são aqueles que furtam celulares e carteiras.

Mesmo havendo ações na região, nada parece resolver ou sequer intimidar a ação desses assaltantes. “Nós aqui no Centro não temos segurança. Toda hora a gente vê gente levando celular, abrindo bolsa e levando os pertences. Vez ou outra mandam policiais para cá e eles não fazem nada. Nós denunciamos, dizemos quem são os ladrões, mas não fazem nada. Às vezes vão só para a outra calçada”, relata.

Ela conta que um grupo de cerca de 30 pessoas, entre homens e mulheres, bem vestidos, ficam andando pelas proximidades das ruas Álvaro Mendes e Simplício Mendes, local de grande movimentação de clientes das lojas do Centro.

“Eu conheço todos. Quem recupera os objetos furtados, às vezes somos nós mesmos, quando dá certo. Hoje mesmo um tentou roubar uma senhora que tinha acabado de receber a aposentadoria dela aqui. Outro dia uma outra senhora encostou aqui nervosa dizendo que estava sendo seguida, quando vi, era um desses homens que roubam mesmo. Eu espantei ele, ameacei cortar ele. Eles nos ameaçam, esse é o jeito que temos de nos defender”, conta.

Os vendedores ambulantes contam que as ações desse grupo de assaltantes é diária. De acordo com eles, o grupo costuma ficar circulando e observando, procurando vítimas. Quando conseguem algo, vendem na Praça da Bandeira, ponto conhecido pelo comércio de celulares roubados.

“É algo que todo mundo sabe. Eles roubam aqui e vendem na Praça da Bandeira. Enquanto tiver receptador, o roubo não vai acabar. Todo mundo já conhece quem rouba. Nós que trabalhamos aqui e a polícia. Mas eles que devem fazer algo, não fazem. A verdade é que a polícia não trabalha”, reclama a comerciante.

De acordo com o coronel da Polícia Militar, Paulo de Tarso, o relato dos comerciantes não condiz com a verdade, que, havendo conhecimento do crime, a vítima é orientada e, havendo flagrante, é feita a prisão.

“Foi conhecimento de todos que há cerca de 15 dias realizamos uma operação na Praça da Bandeira, onde foram recuperados cerca de 100 aparelhos celulares e várias pessoas foram presas. Não acredito que isso aconteça, mas havendo omissão da polícia, peço que denunciem que abriremos um processo para investigar a conduta do policial. Se o assaltante for pego em flagrante, será preso. Se a pessoa for vítima de furto, orientamos que faça o B.O”, explicou.