14/07/2017 - 10:50

Doadora faz denúncias contra o Abrigo São Lucas; entidade nega

A reclamação seria de descaso com os assistidos.

Autor: Mariana Viana

Com quase 30 anos de fundação, o abrigo de idosos São Lucas é umas das instituições mais conhecidas da capital. Na manhã de ontem (13), os funcionários do local foram pegos de surpresa com a denúncia de uma doadora de alimentos. Segundo B.S. (que não quis se identificar), durante uma visita no final da tarde de quarta-feira, ela teria observado uma situação de descaso com os idosos atendidos no local.

Foto/Francisco Gilásio 

“Faço parte de um grupo que arrecada alimentos para serem doados a instituições de caridade. Na quarta-feira, tentamos ligar várias vezes para o abrigo e ninguém atendeu, então fomos sem avisar. Lá, o que vimos foram quartos escuros, idosos com a roupa suja de urina... Também achei o modo como uma idosa foi tratada bastante grosseiro”, relata B.

Ela conta ainda que viu uma pessoa jovem fumando perto dos idosos. “Fiquei bastante preocupada com aquela situação. Outro problema são os quartos bastante escuros e sujos onde eles ficam”, afirma.

Na manhã de ontem, a reportagem do Diário do Povo foi até o local e não identificou os problemas relatados pela jovem. A respeito do relato da jovem, Fernanda Gonçalves Almeida, assistente social no abrigo, afirma que tais situações não existem. “Um exemplo, com relação ao cigarro, nenhum de nossos funcionários fuma. Os idosos, sim. Alguns deles fumam, os médicos reclamam com eles, mas nós não podemos obrigá-los a largar o hábito que eles adquiram ao longo de uma vida. O que fazemos é conversar e tentar convencê-los a deixar”, explica.

Na casa de acolhimento há 19 funcionários, que trabalham em regime de plantão.  Segundo informações da assessoria, todos eles são atentos a tudo que acontece, por isso, a denúncia não é verdadeira. A direção afirma que abrigo acolhe idosos de forma integral, funcionando 24h em função do cuidado com eles. A gente entende que alguém de fora, um visitante, se assuste ao ver um idoso sentar no chão, tirar as chinelas e andar sem elas, mas essa não é a realidade de muito. Mas, a verdade, é que muitos deles já tinham isso em casa e querem fazer o mesmo, por costume. E nos atentamos com relação a isso”, afirma a direção.


Fonte: Diário do Povo