12/03/2018 - 10:05

Aplicadores de outdoors trabalham sem nenhum equipamento de segurança

O empregador pode ser punido se for fiscalizado

Autor: Mariana Viana

Segundo as normas de segurança do trabalho, ninguém pode executar uma atividade em uma altura com mais de dois metros sem cinto de segurança. No entanto, essa prática irregular é constantemente realizada em Teresina. Um exemplo são os aplicadores de outdoors, que arriscam suas vidas em escadas de madeira e sem nenhum equipamento de segurança.

Sobre essa irregularidade, Flávia Lopes, auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego em Teresina, faz algumas observações. Primeiro com relação à escada utilizada pelos pintores. “O uso daquele tipo de escada deveria ser restrito a atividades provisórias em qualquer tipo de empresa. Sua utilização não pode ser um hábito, um procedimento rotineiro. Na própria construção civil, quando se utiliza uma escada de madeira, ela deve ficar devidamente amarrada em uma estrutura de apoio”, explica.

A auditora propõe que o modo como a atividade é executada deve ser repensando, inclusive na questão do tipo de escada utilizada na função. Para ela, uma das soluções seria a adoção de escadas metálicas incorporadas no próprio outdoor.

Com relação a outros equipamentos de segurança, Flávia Lopes diz que os pintores deveriam usar cinto de segurança – um modelo semelhante ao dos paraquedistas –. “Também deveriam usar botas e máscaras, porque as colas que eles usam têm o cheiro forte”, conta.

Empregadores podem ser punidos

De acordo com Flávia, se atividade for fiscalizada, o empregador é punido, porque permite que o trabalhador execute uma atividade de risco.  “Ele poder ser autuado por vários motivos, sendo necessária análise de cada caso”, explica.

Sobre a ocorrência de acidentes, a auditora afirma que o Ministério do Trabalho não tem recebido denúncias. “Eu acredito que os acidentes ocorrem, mas não de forma grave, pois não recebemos denúncias”. Segundo a auditora, quando os acidentes possuem um alto nível de gravidade, a própria é vigilante, fazendo com que as ocorrências cheguem ao conhecimento dos fiscais.


Fonte: Jornal Diário do Povo