28/03/2018 - 08:26

Alunos são prejudicados por atraso de dois anos na reforma de escola

Os alunos estão sendo levados para escola sem estrutura

Autor: Thauana Cavalcante

Mais de 200 alunos, do 5° ao 9° ano do ensino fundamental da Escola Estadual de Tempo Integral (Ceti) Padre Joaquim Nonato Gomes, no bairro Bela Vista I, zona Sul, estão sendo prejudicados com a reforma do local que já dura dois anos. Ontem, dia 27, alunos e pais fizeram uma manifestação em frente à instituição cobrando a entrega da escola reformada.

Os alunos se reuniram em frente à escola com cartazes que diziam: “Queremos nossa escola de volta”; “Luto”; “Queremos estudar com dignidade. Cadê nosso direito?”; “A escola é nossa” e “Chega de promessas”. Pais de alunos alugaram um carro de som para protestar em meio à comunidade.

“Nós protestamos, pois estamos insatisfeitos com esta situação. A escola está parada há dois anos por conta de uma reforma e enquanto isso nossos filhos estão indo para outra escola aqui próximo sem nenhuma estrutura. Não há área para descanso, nem biblioteca”, afirma a dona de casa e mãe de uma aluna do 9° ano, Deusa Sousa.

A reforma, iniciada em fevereiro de 2016, inclui a climatização das salas e aplicação de forros, reforma do pátio, banheiros, pintura e muitos outros serviços. Orçada em R$700 mil, a reestruturação da escola contemplaria o bairro, que há bastante tempo espera por uma boa instituição de tempo integral.

Segundo o diretor da escola, Antônio Filho, o prazo inicial que deram para o fim da obra foi de oito meses. “Eles começam e param, e assim vai ficando. Desde novembro do ano passado que aqui só ficam dois funcionários da empresa selecionada pela Seduc para fazer a reforma. Enquanto isso, a escola vai se deteriorando cada vez mais”, esclarece.

Com a obra, os alunos foram remanejados para a escola Alberto Silva, no bairro Morada Nova, zona Sul. O local não tem estrutura suficiente para receber os estudantes, pois também conta com salas sem climatização, além de não ser adequada para tempo integral. A escola também não tem quadra de esportes, o que leva os alunos a praticarem exercícios na quadra do bairro, no meio do sol, às 14h. “Isso é um absurdo com nossos filhos”, comenta Deusa.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou por meio de nota que a construtora responsável pela reforma do Centro de Ensino de Tempo Integral (Ceti) Pe. Joaquim Nonato Gomes já recebeu todos os valores devidos para o andamento e conclusão da referida obra e que já emitiu uma notificação à empresa para que esta preste os devidos esclarecimentos.

Uma vez comprovada irregularidades no cumprimento do contrato, a Seduc irá entrar com uma representação jurídica em desfavor da empresa contratada por não estar cumprindo com suas obrigações contratuais, podendo, inclusive, aplicar penalidades que podem culminar com a rescisão do contrato a fim de que uma nova licitação possa ser feita para o término da reforma o mais rápido possível.


Fonte: Jornal Diário do Povo