17/05/2017 - 11:26

Alunas denunciam professor de Física por abuso sexual

Vítimas disseram que o professor passava a mão nas partes íntimas e beijava.

Autor: Manuel José

Um professor de Física, identificado pelas iniciais F. L. L., do colégio CPI, localizado no bairro Ilhotas, na zona Sul de Teresina, está sendo acusado por cinco alunas da instituição pela prática de assédio sexual.

Foto/Reprodução Internet 

Na manhã de ontem, as cinco alunas procuraram a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) onde registraram Boletim de Ocorrência e confirmaram o caso para a delegada Luana Alves, titular da especializada. As vítimas são de turmas diferentes do ensino médio, segundo a delegada. 

De acordo com a mãe de uma das vítimas, que não quis ter a identidade revelada, a menor contou que o professor teria passado o apagador do quadro em seu bumbum. Em outro momento, ela teria presenciado o professor passando o mesmo apagador na vagina e nos seios de uma segunda aluna. 

"Elas foram denunciar para a diretora da escola e ela mandou chamar o professor. Cara a cara, ele pediu desculpas para elas, mas em tom de deboche, sorrindo. Teve outras jovens envolvidas no caso, mas elas ficaram com medo de denunciar, já minha filha ,que foi vítima hoje, resolveu denunciar o caso", disse a mulher em entrevista na DPCA. 

A advogada Larissa Martins comentou durante entrevista que o professor passava a mão no corpo das vítimas e que inclusive chegou a dar beijos em algumas meninas. 

"Elas relataram que ele passava o apagador nas partes íntimas das menores, outras recebiam beijos, outras ele passava a mão no corpo delas, há algum tempo já, cerca de um ano. Sendo comprovado, isso se enquadra em assédio sexual", contou a advogada. 

O colégio CPI, por meio do diretor Gilson Figueiredo, disse que a medida imediata adotada pela escola foi pelo afastamento do professor. Ele contou que destacou um advogado para acompanhar a mãe e a estudante que denunciaram o caso. 

"Naturalmente, diante de um fato desse, a escola afastou imediatamente o professor, porque a escola tem o dever de dar segurança para os alunos e protegê-los. Solicitei que meu advogado acompanhasse o caso e atendesse no que elas precisassem e que a atitude que elas tomarem a escola irá apoiar, porque não posso ser conivente com um fato desse", disse Gilson Figueiredo.


Fonte: Diário do Povo