13/09/2017 - 09:04

Delatores tentam incriminar para se safarem, diz presidente do PP

Assessoria Jurídica do PP foi acionada para adotar as providências cabíveis que o caso requer

Autor: Luciano Coelho

Segundo o presidente estadual do PP no Piauí, deputado estadual Júlio Arcoverde, o senador Ciro Nogueira está muito tranquilo em relação aos depoimentos de Ricardo Saud e Joesley Batista, do Grupo J&F. No entanto, a assessoria jurídica do PP foi acionada para adotar as providências cabíveis que o caso requer.

Júlio Arcoverde frisou que os delatores não vão chutar cachorro morto, apenas as pessoas mais influentes e os expoentes políticos. “Eles mesmo disseram que quando queriam resolver alguma coisa em Brasília procuravam o senador Ciro, o Eduardo Cunha ou o Michel Temer. Quem está morto quer se salvar usando os expoentes”, avaliou o deputado sobre o delator.

Para ele, tudo a partir de agora é objeto de dúvida. Mas Ciro está muito tranquilo e reafirmou que se provarem que o senador cometeu algum ato de corrupção, ele renunciará ao mandato. “Ele nunca foi a um botequim pé sujo, num sábado de manhã, se encontrar com um advogado de outra parte, ou para se reunir com ninguém. Ele trata dos assuntos aberto a todos”, frisou o deputado, reafirmando: “Não se chuta cachorro morto”.

“O senador não se abala com isso. Ele está tranquilo. Ele sabe que essas delações são coisas de bandidos. Quem acusa tem que apresentar as provas. Eles estão usando pessoas influentes para criar essa confusão. Antes de falar qualquer coisa, tem que ser averiguar a veracidade e não acreditar na fala de qualquer vagabundo”, analisou Júlio Arcoverde.

O presidente do PP disse que tentaram gravar Ciro Nogueira e não conseguiram. Eles estão dizendo o que foram orientados a dizer para se safarem. Quanto mais forte a pessoa, mais fácil fica fazer a acusação para tentar jogar a todos na vala comum, reagiu.

O deputado subiu o tom quando foi perguntado se o senador poderia ser denunciado ou preso pelos depoimentos. “Preso? Senador e Deputado Federal só podem ser presos em flagrante delito...”. Mas Delcídio foi, retrucou a reportagem. “Delcídio foi porque forjaram um flagrante contra ele. Eu duvido que seja. Acredito na Justiça brasileira. E a Procuradoria se exacerbou em várias coisas, fez vários acertos...”, finalizou.


Fonte: Diário do Povo