17/09/2017 - 16:52

Vegetação rica inspira escolha de árvore símbolo

Dentre suas plantas mais conhecidas estão o ipê e a carnaúba

O Piauí é um estado rico em sua vegetação. São diversas espécies que embelezam ainda mais a paisagem árida e seca do Estado. Dentre suas plantas mais conhecidas estão o ipê, que sempre aflora no segundo semestre do ano e a carnaúba, uma palmeira nativa que está no brasão adotado pelo Estado. As duas espécies estão na pesquisa, aberta esta semana, que irá eleger a árvore símbolo do Piauí.

Além delas, estão conconcorrendo o jatobá e o bacuri. Pelo formulário do estudo, já dá para visualizar os resultados, computados até o momento. A carnaúba sai ganhando, com 47, 8% dos votos, em segundo fica o ipê, com 38,3%, em terceiro, o bacuri, com 10,7%, e por último, o jatobá. A consulta pública fica disponível no site do Governo até este domingo, dia 17.

Foto: Divulgação

Pelas ruas da cidade, o público também dá o seu palpite. A maioria fica com o ipê, pela beleza que traz à cidade sempre nos meses de agosto e setembro. “Eu voto no ipê, porque é mais bonito e representa melhor o Piauí”, diz o zelador José Luís dos Santos. “Eu gosto mais do ipê, acho uma árvore exuberante e muito bonita”, afirma a dona de casa Silvana Fernandes.

Roselis Machado, presidente da comissão responsável pela seleção das árvores, destaca que a escolha da árvore para representar o Piauí, por meio de um decreto, visa a dar mais significância e preservação histórica à vegetação da região. Todos os estados e municípios devem preservar por lei o que é nativo e histórico para a região. “Decretar uma árvore como símbolo é garantir que a árvore tenha mais representatividade para o estado”, declarou.
A árvore mais votada será decretada como árvore símbolo do estado pelo governador Wellington Dias, no dia nacional da árvore, comemorado em 21 de setembro.

 

As plantas e seus benefícios

Quem conhece a carnaúba (Copernicia prunifera), já sabe que ela é uma planta perene, heliófila com um tronco simples, ereto e numerosas folhas no seu topo. Pode ser usada na arborização e paisagismo, em construções e fornece cera. Já o ipê (Handroanthus chrysotrichus) é uma árvore decídua, heliófita, secundária tardia. Muito utilizada na construção civil, cabos de ferramentas, carpintaria, marcenaria, dormentes, forros, vigas, postes mourões, móveis e tabuados.

O jatobá, espécie do gênero Hymenaea, é muito encontrado no Parque da Cidade, em Teresina. A planta mede cerca de 20 metros e auxilia no reflorestamento heterogêneo e na arborização de parques e extensos jardins. Além disso, o seu fruto é quatro vezes mais rico em potássio do que a banana e possui o mesmo teor energético. A espécie também tem propriedades medicinais, uma vez que a seiva é utilizada no tratamento contra tosse e bronquite. O chá da casca é usado para combater problemas estomacais. A resina é indicada no trato-respiratório superior e cardiopulmonar.

O bacuri (Platonia insignis) é uma árvore frondosa que pode chegar a 40 metros de altura e dois metros de diâmetro. Popular na região amazônica, também é encontrada no bioma Cerrado nos estados do Maranhão e Piauí. De flores róseas ou brancas, Piauíessa espécie pode se reproduzir de duas formas: por sementes ou brotações das raízes. Rica em fósforo e cálcio, é usada para fazer sucos, geleias, licor, doces, sorvetes e polpa. O seu poder medicinal vem do óleo retirado de suas sementes, usado como anti-inflamatório e cicatrizante.


Projeto Avenida de Ipês

O ipê encanta pela sua exuberância e beleza. Nos meses de agosto e setembro, começam a época da florada que é quando se veem as flores rochas, amarelas, rosas e brancas. A árvore é registrada por quem a encontra no caminho.

Pensando no potencial turístico que esta vegetação pode trazer, o teresinense e empresário Silvio Leite lançou há 10 anos um projeto de arborização com ipês na Avenida João XXIII. Seriam plantadas cerca de 5 mil mudas em todo o passeio da avenida. A planta necessitaria de cuidados até cinco anos de idade. Além da arborização, o projeto contava também com um mirante, de onde as pessoas poderiam tirar foto da copa das árvores.

Segundo Silvio Leite, o projeto não foi para frente por motivos burocráticos. “Eu fiz uma doação e em troca queria implantar o projeto, mas não tive êxito devido a problemas com a Prefeitura e o Dnit. Nunca consegui sensibilizar os gestores para o andamento do trabalho”, destaca


Fonte: Thauana Cavalcante