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Matéria publicada: 09/02/2018 - 09:38

Comando Geral da PM anuncia expulsão do capitão Allison Wattson

Ex-capitão assumiu que matou a então namorada com um tiro no rosto

Autor: Manoel José

O coronel Carlos Augusto, comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Piauí, anunciou na tarde de ontem (8), através de nota publicada pela assessoria de imprensa, que o processo administrativo que investigava o capitão Allison Wattson, acusado de matar a estudante Camila Abreu, foi exonerado dos quadros da Polícia Militar.

De acordo com a nota, a Comissão Processante decidiu por unanimidade dos votos pela demissão do acusado. A estudante Camila Abreu foi morta no ano passado com um tiro no rosto. Seu corpo foi escondido em um matagal na zona rural de Teresina e localizado dias depois.

"Foi instaurado o competente processo administrativo (Conselho de Justificação), em conformidade com o Decreto n.º 17.455, de 06.11.2017, com amparo no art. 2º, inciso I, alíneas "b" e "c", da Lei 3.728, de 27.05.1980, decidindo a Comissão Processante, por unanimidade dos votos, consoante o art. 12, §1º, alínea "a", da mencionada lei, considerar culpado o Capitão PM Allison Wattson da Silva Nascimento, opinando pela sua demissão das fileiras da Corporação", diz a nota assinada pelo coronel Carlos Augusto.


O caso 
A estudante Camila Abreu desapareceu no dia 26 de outubro de 2017. Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona Leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allison Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias. Após retornar, ele afirmou não saber do paradeiro da jovem. 

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allison disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido. 

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro. Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allison disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. 

No início da manhã da terça-feira (31), o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allison foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante. Na manhã de 1º de novembro, o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu.

 


Fonte: Jornal Diário do Povo