03/07/2017 - 09:30

Sem os cuidados necessários, simples banho pode virar tragédia

Os casos são mais comum no período que faz mais calor.

Autor: Thauanna Cavalcante

No segundo semestre do ano, com o período das férias e um menor nível dos rios em Teresina, há uma demanda maior para banhos. As coroas dos rios Parnaíba e Poti começam a aparecer e muitas pessoas aproveitam para ter momentos de lazer próximo destas regiões. Porém, a diversão pode se transformar em tragédia, se não forem observados os cuidados necessários.

Foto/Francisco Gilásio 

As principais dicas do Corpo de Bombeiros do Estado para se evitar afogamentos são: não misturar bebida alcoólica com banhos, se afastar de banhos próximos a dragas - que fazem buracos na areia e podem servir como armadilhas para as pessoas e reforçar a vigilância em cima das crianças.

“No caso dos adultos recomendamos não misturar bebida alcoólica com água. No caso das crianças, recomendamos que os pais tenham maior atenção. Não só em rios, mas também em casa. Se você tem piscina em casa, deixe-a coberta com uma grade de madeira para evitar que as crianças afastem o material e caiam dentro da piscina”, afirma o Major Marcelo, comandante da primeira Companhia Independente do Corpo de Bombeiros no Estado.

O Corpo de Bombeiros lembra ainda que lagoas e rios têm desníveis que ficam encobertos pela água; por isso, só a conscientização pode salvar vidas, já que não há como saber qual é o relevo do local escolhido para banho – pode haver buracos, galhos, limo ou outros obstáculos que dificultam ou impedem a saída da água. A prática de brincadeiras como saltos a partir de estruturas elevadas, como pedras e pontes, também devem ser evitadas em função do risco de acidentes relacionados a lesões da coluna vertebral, na cabeça, braços e pernas.

As mesmas dicas de banhos em rios, açudes ou piscinas também valem para o mar. Não misturar bebida alcóolica com banhos e ficar atento às crianças. Outra recomendação é que as pessoas possam ir até onde o nível da água alcançar o quadril, no máximo, na cintura.

Para atender casos de afogamento em Teresina, o Corpo de Bombeiros possui um comando próximo ao Rio Parnaíba, na Avenida Maranhão, com 30 bombeiros. Também trabalha diariamente com três militares escalados para salvamento e quando solicitado, manda equipes para eventos que ocorrem no interior do Estado.

“Sempre que solicitado nós treinamos equipes de guarda-vidas, fazemos palestras e batemos sempre nos cuidados que se deve ter. Mandamos equipes para cidades do interior como Amarante, Esperantina, Luís Correia - Litoral, Ribeiro Gonçalves, dentre outras para reforçar a segurança. Atuamos próximo ao Rio Parnaíba com 30”, conclui o Major Marcelo Rubem.

 Afogamentos

De acordo com relatório do Corpo de Bombeiros já foram registrados até o momento 15 mortes por afogamento este ano em Teresina e região. Só este mês, quatro pessoas morreram afogadas, uma no Rio Poti e três no Rio Parnaíba. De acordo com a corporação, a estatística está na média de anos anteriores, mas continua preocupante.

No ano passado, segundo dados do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí, só até maio foram feitos 31 resgates de cadáveres vítimas de afogamento em todo o Estado. Neste mesmo período, o Corpo de Bombeiros conseguiu salvar pelo menos três pessoas que estavam se afogando.

Em 2015, foram 55 vítimas de afogamento no Estado, três ocorrências de resgate de cadáveres e 17 pessoas vítimas de afogamento salvas.

Conforme Major Marcelo Rubem o número de afogamentos no Rio Parnaíba chega a ser o mesmo do Rio Poti, dentro de Teresina. Neste primeiro, as pessoas optam pelos locais próximos às coroas e no Poti há locais em toda a sua extensão. No interior do Estado, os registros de afogamento são maiores em açudes e no Rio Parnaíba.


Fonte: Diário do Povo