10/08/2017 - 09:11

Cartão de crédito é o maior vilão do endividamento dos teresinenses

45,8% das famílias de Teresina têm dívidas a pagar.

Autor: Claryanna Alves

Uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio no Piauí (Fecomercio-PI), realizada em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços e Turismo (CNC), confirmou que 45,8% das famílias de Teresina revelaram estar com dívidas a serem pagas.

Foto/Gabriel Torres 

Mesmo parecendo um número alto, esse é o menor percentual de endividamento dos últimos sete anos. No ano passado, esse número chegou a mais 52%. Um dos pontos que contribuíram para essa diminuição foi a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Esse é um bom número, mostra que tem mais gente realizando pagamento à vista. A liberação do FGTS foi um ponto importante para a redução desse percentual. Os teresinenses utilizaram esse dinheiro para quitar suas dívidas. Além disso, a população levou também em consideração a questão econômica do país, o que fez com que pisasse no freio na hora da compra. As pessoas estão aguardando o melhor momento para consumir”, explica Valdeci Cavalcante, presidente da Fecomercio-PI.

O cartão de crédito é o principal vilão no endividamento das famílias. Ele é responsável por 85,4% das dívidas contraídas no mês de julho deste ano. Logo depois vem os carnês de lojas (19,1%), seguido por financiamento de carro (2,7%) e crédito consignado (2,3%).

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de Teresina (PEIC) evidenciou que as famílias continuam aumentando mais a participação do cartão de crédito no seu hábito de consumo.

De acordo com Cavalcante, as pessoas continuam com problemas com inadimplência por conta dos cartões, mas que essa realidade tem mudado por conta da extinção do parcelamento dessa dívida. “Quando vence a conta, não pode mais parcelar a dívida como podia antigamente. Então, a pessoa acaba fazendo um empréstimo para quitar. Os juros dos bancos são menores do que o dos cartões, isso pode ter motivado essa mudança. Muitos cartões de crédito foram bloqueados”, observa o presidente.

A pesquisa diz ainda 32,3% dos endividados têm entre 11% e 50% de suas rendas comprometidas com dívidas no mês de julho deste ano e mais de 50% comprometeram 54,6% de seus rendimentos. 4,3% disseram não ter condições de pagar as contas ou dívidas em atraso.


Fonte: Diário do Povo