Editorial
15/02/2016 - 17:40

Após o longo recesso de final de ano, férias e carnaval, o Congresso Nacional volta à sua movimentação normal e com ela ressurgem as discussões em torno da cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O fantasma do impeachment volta a rondar o Palácio do Planalto.

Embora o país esteja com todas as atenções voltadas para o combate ao mosquito da dengue, essas duas questões continuam na pauta da vez, assim como julgamento do “Petrolão” que terá um dos momentos mais esperados desde o início das investigações: o depoimento do ex-presidente Lula na qualidade de testemunha. Um depoimento aguardado com muita expectativa.

O prolongamento do debate em torno de questões como impeachment, que segundo uma petista de alta monta no Piauí, “não está morto”; o prolongamento da crise e as epidemias de dengue, zika e chincungunha, espalhadas pelo país podem colocar em xeque a possibilidade de realização dos Jogos Olímpicos previstos para o mês de agosto.

São questões urgentes que precisam ser decididas logo, porque disso depende a volta da estabilidade e credibilidade política e econômica do país e a tranquilidade necessária para a realização desse grande evento esportivo que vai atrair todos os olhares para o Brasil.

03/02/2016 - 17:14

Foto: Divulgação/Internet


Aos poucos os brasileiros se preparam para mais uma folia de momo. Festa milenar originada nos rituais pagãos, e que se tornou uma das mais tradicionais do Brasil. Antes, embalada por marchinhas alegres e românticas, foi modernizada com a execução de hits musicais específicos para cada ano, embora mantidos os desfiles de blocos e de escolas embaladas pelos tradicionais sambas.

O hit é repetido inúmeras vezes em bailes momescos, corsos e em todo lugar onde um grupo esteja brincando carnaval. “A Metralhadora”, o hit escolhido para esse ano só confirma que o Brasil é, de fato, um país de grandes contrastes.

Aparecemos nas estatísticas como um dos países mais violentos. Os crimes predominam na maioria das grandes capitais, enquanto isso, a música que vai animar os foliões faz verdadeira apologia à violência. 

É inimaginável o tamanho do estrago que uma música com esse teor repetida trilhões de vezes, principalmente entre crianças e adolescentes pode fazer. Como combater violência dessa forma?

26/01/2016 - 17:00

Marcelo Castro  Foto: Divulgação


As declarações de Marcelo Castro à frente do Ministério da Saúde pode lhe custar à perda do comando de uma das mais importantes pastas do Governo Federal. 

Desde o início dos surtos causado pelo mosquito da dengue, o peemedebista tem feito declarações no mínimo desastrosas, numa delas chegou a dizer que estava torcendo para que as mulheres pegassem Zika antes do período fértil.

Em uma reunião no auditório da OAB-PI, na última sexta-feira, admitiu que o país havia perdido a guerra para o mosquito. Repetiu a declaração na mídia nacional,  foi ridicularizado e chamado pela presidente Dilma ao Palácio do Planalto. Subiu a rampa com um discurso e desceu com outro, afirmando que o Brasil precisa lutar contra o vírus sob pena de sermos cobrados pela história. Segundo o jornal O Globo, o governo já retirou de Castro a função de falar com a mídia sobre o combate á dengue

Os piauienses orgulhosos de ter um conterrâneo em posto tão elevado, e conhecedores do seu perfil de político sensato e centrado, não conseguem entender o motivo de tanto disparate. Os mais entendidos acham que o ministro está pecando pelo excesso de sinceridade; outros apostam em falhas da assessoria.

O fato é que, com essa postura Marcelo Castro está, no dizer popular, “dando munição ao inimigo”, o que é um grande risco considerando que ocupa um cargo de grande relevância e cobiçado pelos que engrossam o coro dos descontentes, e ainda inconformados com sua nomeação.

12/01/2016 - 08:00

O fiasco das manifestações contra o aumento do valor da tarifa das passagens de ônibus em Teresina pode ser explicado pela jogada de mestre do prefeito Firmino Filho que aproveitou a temporada de férias para autorizar o aumento. Embora não tenha aumentado o preço da passagem dos estudantes, são eles que mobilizam a sociedade e vão às ruas.

A estratégia foi de mestre, mas pode trazer prejuízo político, que a exemplo do prefeito de Timon, Luciano Leitoa, a quem o povo acusa de ter orquestrado a retirada da Timon City de linha, está mais “suja que pau de galinheiro”. Os timonenses estão odiando a ideia, os teresinenses também, e os gestores municipais estão esquecendo uma das regras do bom marketing eleitoral: em tempos de eleição não se desagrada eleitor.

Fato é que em dois dias menos de quinhentas pessoas participaram das manifestações. Na verdade, foi um movimento atípico: não teve a participação dos sindicatos ligados ao setor de transportes, e nem patrocínio de parlamentares que costumam agir nos bastidores infiltrando pessoas ligadas a eles.

Editorial

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