Editorial
23/03/2016 - 17:15

Demorou, mas chegou. As investigações da Operação Lava-Jato em sua 26ª fase revelou entre os suspeitos de receberem doações da Construtora Odebrechet para campanhas eleitorais, a presença de nomes de quatro representantes do mais alto escalão da política partidária do Piauí: um senador, um deputado federal e dois ocupantes dos cargos administrativos mais elevados da gestão pública: o prefeito da cidade e o governador do Estado.

A revelação surpreendeu os piauienses e traz também um fato curioso: PT e PSDB, que na conjuntura nacional se digladiam um para tomar, outro para permanecer no Poder; no Piauí os representantes de ambas as siglas aparecem lado a lado na famosa lista. Estão no mesmo barco. Munição garantida para os críticos de plantão de ambos os lados.

A repercussão não poderia ter sido pior. Nas redes sociais, piauienses de todo o Estado e teresinenses expressam indignação, e suas excelências agora terão que explicar ao povo o motivo da presença delas entre os mais de 200 políticos de todo o país acusados de receber doações ilegais. Pior para o prefeito Firmino Filho: a bomba estourou justamente em um ano tão melindroso, em que tudo de que um candidato não precisa é ter seu nome envolvido em escândalo de qualquer natureza.

Ao povo resta aguardar o resultado das investigações acerca da gravidade das acusações de recebimento de doações ilegais. Aos envolvidos que tiverem a culpa confirmada, restará à pergunta: e agora José?

12/03/2016 - 08:20

Amadeu Campos  Foto: cidadeverde.com


Semana passada uma notícia pegou de surpresa a população teresinense: a indicação do nome do jornalista Amadeu Campos pré-candidato a prefeito de Teresina, no pleito de 2016. Não se cogitava essa possibilidade.

Como era de se esperar a indicação de Amadeu Campos dividiu e divide opiniões entre políticos, parlamentares e até entre a população. São manifestações de opiniões contra e a favor.

Os que se colocaram contrários sustentam a opinião usando como argumentos, a inexperiência política e a “limitação” imposta ao apresentador pela situação de cadeirante. Alguns acham, inclusive, que a indicação é uma manobra para tirar o foco da indicação do senador Elmano Férrer.

Curiosamente, os partidos com possibilidade de se aliarem ao PTB, partido ao qual Amadeu Campos vai se filiar, fazem oposição ao prefeito Firmino Filho.Para os que são favoráveis à indicação, a candidatura do jornalista pode reforçar essa oposição. 

Entre os que são contra da indicação de Amadeu há também os que acreditam que o apresentador, que já está afastado da televisão, não levará à frente a ideia de candidatar-se.

Caso seja eleito prefeito de Teresina, Amadeu Campos vai engrossar as estatísticas do número de figuras públicas como jornalistas, artistas e desportistas que ocupam cargos políticos no Brasil, e que logram êxito nas urnas auxiliados por um critério que faz toda a diferença dado o poder da mídia: o fato de serem conhecidos da população, conquistando a simpatia e o voto de quem os elege.

Esse fenômeno tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, que tem em seus quadros políticos figuras como o jornalista e deputado federal Celso Russomano (PRB-SP), o ex-jogador e senador Romário Faria (PSB), o comediante e deputado federal Tiririca (PR-SP) e tantos outros que ocupam as casas parlamentares país a fora.

Não resta dúvida de que, embora não seja o único, a visibilidade proporcionada pela mídia é um ponto muito forte numa disputa política. Se for assim, podemos dizer que para o jornalista Amadeu Campos “tá favorável”.

02/03/2016 - 09:13

Março chegou. Com ele, o prazo final estabelecido no calendário das eleições 2016 para filiações e trocas de partido. A chamada “janela eleitoral” está aberta. Em Teresina, o troca-troca de partidos desenha  o cenário para o pleito do próximo 2 de outubro.

No ninho tucano, é grande a movimentação dos que chegam e dos que saem. A saída do PSD da base do PSDB, deu espaço para aproximação do PMDB, que poderá indicar um de seus correligionários para vice de Firmino.

No resistente e insistente DEM, o pré-candidato a prefeito jornalista Telsírio Alencar diz sentir-se traído e humilhado pelo presidente vereador Antonio José Lira que substitui seu pelo nome de Joaquim Saraiva na pré-candidatura. Lira e Telsírio  agora trocam farpas. O jornalista vai deixar o DEM, mas ainda não revelou qual deverá ser o seu destino.

O Partido dos Trabalhadores segue sem definir o nome do seu pré-candidato. Dividido entre dois nomes que ainda não foram capazes de convencer nem a própria militância de que terão chance de vencer os adversários.

No PTB, o senador Elmano Ferrer, chamado de “velho”, por um tucano de alta monta  numa tentativa de desqualificar os adversários de Firmino Filho, ainda não declarou a pré-candidatura. Não confirma, mas também não nega que poderá disputar a cadeira que entregou ao atual prefeito em 2012.

No PSD não há mais nenhuma dúvida sobre a pré-candidatura de Dr. Pessoa. “Prego batido, ponta virada”. A vinda do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab será apenas para ratificar a decisão do partido.

Há quem acredite que esse ainda não seja o cenário definitivo para o próximo pleito. Pelo visto, as águas de março não serão suficientes, e muita água ainda deverá 

24/02/2016 - 08:25

Foto: Divulgação/Internet


O Congresso Nacional estuda a possibilidade de alterar o Estatuto do Desarmamento do Brasil para permitir que qualquer cidadão ou cidadã brasileiros portem armas de fogo. A chamada “Bancada da Bala” vê a medida como uma saída para reduzir a criminalidade no Brasil.

O tema divide opiniões não apenas entre os parlamentares, mas entre toda população. As pessoas que são a favor acreditam que estar armado traz mais segurança durante um possível confronto com um bandido, que pensará duas vezes antes de abordar um cidadão.

Os que são contrários à ideia, acreditam que a medida não vai reduzir a criminalidade, podendo inclusive aumentá-la uma vez que nem todas as pessoas são preparadas psicologicamente para portar uma arma.

Opiniões à parte, o fato é que essa é uma questão muito delicada. Alterar o Estatuto do Desarmamento tendo como exemplo os Estado Unidos, onde o porte de arma é legalizado e as armas são vendidas em feira livres não parece plausível, considerando os altos índices de criminalidade registrados nos países norte-americanos.

Ademais armar a população é uma forma de tirar do Estado a responsabilidade do seu papel de garantir segurança aos cidadãos que pagam impostos para verem assegurados os seus direitos básicos dentre eles a segurança.

Muitas tragédias já foram causadas pelo uso indevido de armas de fogo. Tragédias que teriam sido evitadas se pessoas com os ânimos exaltados durante uma discussão não tivesse uma arma para disparar contra seu ofensor ou vice-versa.

Editorial

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